Bem-estar animal

Frigorífico reduz estresse de suínos no abate com temperatura controlada e música clássica

O Globo mostrou como os arquitetos do Grupo ARO passaram das residências de alto padrão à suinocultura, com práticas de bem-estar animal no centro do projeto.

O Globo 22 de outubro de 2024Leitura: 3 min
Suínos em baia coletiva da Fazenda Memória
Imagem: acervo Grupo ARO

A reportagem de O Globo apresenta Rodrigo Torres e Andrea Zerbetto, sócios do Grupo ARO, que atuam há mais de 20 anos em construção de residências de alto padrão e preservação de patrimônio, e o projeto que levou o casal à suinocultura: um frigorífico de carne suína na Fazenda Memória, em Raul Soares (MG).

Segundo o jornal, a unidade receberia investimento de R$ 25 milhões, com capacidade de abate de 90 animais por dia, ao lado de um plantel de 10 mil suínos. O financiamento combinava R$ 13,5 milhões do BDMG, R$ 6 milhões de familiares e amigos e R$ 5,5 milhões de recursos próprios.

Da venda de animais à verticalização

O casal entrou no agronegócio em 2017, ao comprar a Agropecuária Irmãos Torres, da família de Rodrigo. Na época, a Fazenda Memória tinha 8 mil suínos e 600 matrizes e vendia os animais para frigoríficos.

“Desde o começo, o plano era verticalizar a produção. Agora a gente conseguiu tirar do papel.”

Rodrigo Torres, em entrevista a O Globo

A reportagem descreve o foco em cortes nobres da raça Duroc, com 30 linhas de produtos entre carne in natura e itens como ragu, terrine e patê, em porções de 250 gramas, vendidos em latas ou embalagens cartonadas. O desenvolvimento teve consultoria do especialista Flavio Saldanha, e a marca O Cortês foi criada pela Greco Design. No mercado interno, o alvo eram empórios, supermercados e restaurantes do Sudeste e do Distrito Federal; no externo, Estados Unidos e Europa.

Bem-estar no manejo

O destaque da matéria são as práticas para reduzir o estresse dos animais: ambiente com temperatura controlada, brinquedos e música clássica, com obras de Brahms, Mozart e Tchaikovsky. O texto também cita o uso planejado de energia fotovoltaica e de biogás gerado por biodigestores a partir dos dejetos, além do plantio de árvores consorciado à produção.

De acordo com o jornal, a ideia não era aumentar o plantel próprio, e sim incentivar outros produtores da região a adotar o mesmo modelo caso a demanda por cortes nobres superasse a capacidade da fazenda.

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